Convidamos o Mister João
Pinto - treinador da equipa júnior do CD Portalegrense 1925, a fazer um resumo
da época desportiva da equipa, assim como a tecer alguma considerações
adicionais sobre a competição.
Antes
de mais, gostaria de felicitar o Campomaiorense pela vitória no campeonato. Foi
a equipa que obteve mais pontos, revelou uma grande regularidade ao longo da
época e sendo assim a vitória é merecida.
Agora
que o Campeonato findou, é chegada a altura exacta para efectuar uma reflexão
muito abrangente sobre os nossos comportamentos e sobre os objectivos aos quais
nos propusemos.
Ao
nível comportamental, foi de facto um ano de sucesso pois quer nos bons quer
nos maus momentos, este fantástico grupo foi sempre muito unido, muito
solidário, muito versátil e com um único pensamento — o espirito de equipa. Por
tudo isto, queria agradecer e dar os parabéns a todo o meu plantel e equipa
técnica pelo balneário que conseguimos construir!!
No
que diz respeito ao aspecto desportivo, os objectivos foram claramente
atingidos, pois no Campeonato ficámos 3 pontos atrás do primeiro classificado e
conseguimos erguer um troféu ao vencer a Taça. Obviamente que o ponto alto da
época foi a conquista deste troféu pois a equipa trabalhou e correu muito atrás
deste objectivo. Por isso mesmo, o momento de alegria causado por esta conquista,
reflectiu-se numa explosão de emoções acumuladas e vividas ao longo de toda a
época.
Quando
estava desenrolada a primeira metade do campeonato, referi que havia uma série
de objectivos que ainda faltavam alcançar e que foram atingidos na segunda
metade do campeonato. Mesmo sabendo que alguns dos jogos foram disputados com
muita dificuldade, apresentámos uma regularidade exibicional e pontual notável
(objectivo este claramente definido), conseguido através das 7 vitórias
consecutivas e dos 9 jogos seguidos sem perder. Esta foi claramente a chave
para repor um pouco a verdade do campeonato. Se verificarmos que no conjunto
dos 4 jogos realizados com cada equipa, fomos melhores que todos os nossos
adversários, só temos razões para ficarmos orgulhosos do trabalho desenvolvido.
Se adicionarmos o facto de termos sido a melhor defesa do campeonato e termos o
melhor marcador, dá-nos motivos de sobra para acharmos a época extremamente
positiva. Mas não só de pontos vivemos, também existe o aspecto humano. Neste
âmbito, podemos afirmar que todo o plantel foi utilizado em jogo, integrámos
muitos atletas que nunca haviam jogado a nível federado e acolhemos de forma
cordial qualquer atleta que quis treinar connosco, mesmo não fazendo parte do
plantel.
O
futuro do Clube ao nível dos júniores, deverá ser encarado com muita ambição e
com um espírito muito positivo, pois se considerarmos este ano como um “ano zero”,
estão lançadas as bases para conseguirmos um grupo ainda mais forte, mais
competitivo e mais vencedor. Os principios que foram seguidos durante esta
época saem claramente reforçados e se mantivermos os nossos ideais,
melhoraremos o nosso desempenho. Existem muitos projectos e ideias para o
próximo ano, no entanto, estão ainda a ser desenvolvidos em conjunto com a
Direcção do Clube. Para os jogadores que subiram agora ao escalão sénior, é de
facto uma pena não poder haver uma continuidade no Clube enquanto atletas. Em
todo o caso e como sei que têm muito potencial desportivo e humano, tenho a
certeza que facilmente serão procurados pelo seu valor e desejo-lhes a maior
sorte do mundo para que consigam ser felizes enquanto praticantes de desporto,
seja ele qual for.
No
que diz respeito ao número reduzido de participantes neste escalão, é
claramente um passo em falso na evolução do futebol de formação. Penso que
deveria ser feito um esforço por parte das entidades competentes, no sentido de
serem criados incentivos para a participação de mais clubes no futebol de
formação. A Taça a duas mãos, um possível sistema de playoff’s, um período
pré-competitivo,…, são algumas sugestões para alterar o quadro competitivo, no
entanto, o que deverá ser realmente trabalhado é a escassez de equipas por
forma a tornar o campeonato mais apelativo.
Um
abraço Azul.
João Pinto