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Fim de época… a mesma velha história de sempre!

Chegado o momento de fechar a época desportiva de 2011/12 importa fazer o balanço do ano, de verificar se os objetivos foram alcançados, ficaram abaixo das expetativas ou até superados. Porém, na onda do que se passa com o país, também os clubes passam por grandes dificuldades financeiras e salvo exceções a questão mais importante deste final de época é saber se no próximo ano têm condições e orçamento para fazer face às avultadas despesas que envolvem o desporto amador.
Assim, assiste-se ao triste facto de os clubes campeões não manifestarem interesse em subir às divisões nacionais. E esta decisão, salvo casos específicos em que a época correu muito acima das expetativas, não deveria acontecer. Não representar o distrito não pode ser, ano após ano, uma decisão de um clube que programa a época e pretende ser campeão, o que acontece por norma, sendo os campeonatos distritais ganhos pelos clubes com maior prestígio e poderio.

Quando se investe em ordenados, prémios de jogo, se constroem equipas para ser campeão distrital e não se quer representar o distrito é não desenvolver o projeto, é muitas vezes o desfazer de uma equipa, destruir os seus automatismos e dar azo a que ano após ano os jogadores mudem de clube facilmente e sem se importarem realmente com isso.

Existem bons exemplos dentro do nosso distrito que mantendo a estrutura, os jogadores, com orçamentos realistas e equilibrados, atendendo às reais possibilidades dos clubes, se consegue dignificar o distrito e evoluir. Certamente que os anos iniciais serão mais difíceis, os resultados mais complicados de obter, mas também já se verificou que esses mesmos jogadores, treinadores e dirigentes, fazendo uso das suas experiências, vivências e aprendizagens que incontornavelmente adquirem ao disputar um campeonato nacional, evoluem e crescem, demonstrando em nada ser inferiores.
Para quem já teve a oportunidade de disputar um nacional, certamente pode sentir que se aprende mais num ano de nacional que em vários anos de distritais.

Parece-me pois que esta seria uma reflexão que os clubes e a associação de futebol de Portalegre poderiam ter e desenvolver medidas para que os atletas do distrito possam ter as condições justas e adequadas ao seu crescimento e evolução, porque no fim, são estes os principais prejudicados.

Votos de um bom descanso, merecidas férias e que a época de 2012/13 seja repleta de sucessos e comportamentos que dignifiquem o desporto, o nosso distrito e principalmente todos os envolvidos, nesta paixão a que damos tanto, denominada de “desporto amador”.

Saudações desportivas,



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Suspensão temporária da competição de futebol sénior na AFP

O futebol sénior na Associação de Futebol de Portalegre fez meia época, tendo sido suspenso no inicio da segunda volta por incumprimento dos clubes. A Associação suspendeu a competição, segundo me disseram, devido ao incumprimento dos clubes relativamente a pagamentos, se foi da jóia, das inscrições, penso não ser o mais relevante visto já ter abordado neste espaço a problemática da sobrevivência dos clubes e das suas dificuldades financeiras e neste caso é precisamente disso que falamos, de questões financeiras.
A Associação terá razão, nem sequer coloco isso em causa, mas o problema é mais profundo e mais antigo. Como podem os clubes resolver este problema? Perante a atual situação económica do país, das empresas, das autarquias não me parece ser uma questão fácil e rápida. A Federação Portuguesa de Futebol deveria analisar com muita atenção e com muito cuidado toda esta questão das Associações e do preço do futebol amador. Este não é certamente um problema exclusivo da Associação de Futebol de Portalegre, decerto mais Associações enfrentarão problemas semelhantes, decerto mais clubes se encontram em dificuldades financeiras, com incumprimento das suas obrigações, mas como não estar? O preço do futebol amador é exorbitante!

Penso e defendo que a Federação deve promover o futebol, deve criar condições para o futebol amador proliferar e não levar ao desaparecimento de clubes. O futebol amador é a base da pirâmide, por aqui passam todos os jogadores, pelas competições regionais, pela formação… Não se pode encarar as dificuldades dos clubes em pagar as inscrições, em cumprir com as suas obrigações para com as Associações com ligeireza. É demasiado caro realizar uma época, seja em que escalão for e em que competição for. Essa é uma realidade da qual não se pode fugir. Caberá à Federação encontrar soluções, repensar o modelo, refinanciar o futebol amador, porque o futebol profissional continua a gerar receitas, bem lucrativas por sinal!

Este assunto é um pouco uma “pescadinha de rabo na boca” porque iremos voltar sempre ao ponto de partida se não se tomarem medidas sérias e se alterar os custos da participação dos clubes nas competições organizadas pelas Associações. Os clubes não conseguem atualmente encontrar patrocinadores, as empresas não estão saudáveis ao ponto de poder ajudar, as autarquias estão a diminuir apoios e a pagar os poucos que dão tardiamente e a única solução que parece existir é pedir aos praticantes que financiem a sua prática, mas isto é enveredar pelo caminho mais fácil e voltar a pedir esforços a quem já está no seu limite financeiro. O país está em crise o “povo” paga mais, as empresas estão a atravessar dificuldades o “povo” paga mais, o desporto está a atravessar dificuldades o “povo” paga mais… escusado será dizer que a certa altura o “povo” já não terá nada para dar!
Votos de uma semana feliz e um regresso rápido da competição de futebol de 11 sénior da Associação de Futebol de Portalegre. O poder praticar desporto é um direito e cabe às Federações promover essa prática!


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Professor de Educação Física como treinador? Sim ou não?

Antes de desenvolver o tema propriamente dito gostaria de fazer um pequeno parêntesis, o professor de Educação Física não é sinónimo de qualidade e de perceber do assunto, leia-se modalidade que treina, porque a questão é pertinente não apenas ao nível do futebol como de qualquer outra modalidade, o professor de Educação Física tem obrigatoriamente de ser sinónimo de qualificação! Qualificação ao nível pedagógico, de saber estar e ensinar os atletas, ao nível do conhecimento do desporto e dos benefícios da prática desportiva, das regras desportivas, do espírito desportivo e por aí fora.

Tenho notado que tem existido um aumento significativo de professores de Educação Física na formação dos clubes e que essa alteração de hábitos tem tido algumas resistências, por parte de elementos que fazem parte da estrutura, por parte de técnicos que possuem os seus graus e qualificações certificadas pelas associações e também por parte de pais dos atletas. Compreendo que quem é treinador há vários anos, em alguns casos praticamente na sua vida inteira, não veja com bons olhos ser substituído por um professor de tenra idade, sem anos e anos de experiencia acumulada de treinos e jogos. Mas convém colocar a seguinte questão e isto sem querer beliscar a capacidade e qualidade das pessoas, porque tenho a certeza que quem dedica grande parte da sua vida ao desporto merece o maior respeito e até admiração, mas a experiencia acumulada é garantia de uma boa experiencia? Claro que não! Eu posso passar anos e anos a fazer as coisas erradas, a não obter resultados, ou não posso? Então não vamos rotular a palavra experiência como uma coisa fundamental para ser bom treinador!

Pessoalmente penso que o professor de Educação Física trás benefícios diretos aos clubes, sobretudo se o trabalho destes incidir na formação. Pelos motivos antes mencionados, este tem a obrigação de educar, ensinar de outra forma, uma forma mais sustentada e adequada ao escalão etário com que trabalha. Esse objetivo está mais ao alcance de quem tem formação de base nessa área do que quem não tem, este ponto parece de fácil entendimento e aceitação.

Para finalizar o assunto vou tocar no ponto que me parece a “chave” do trabalho dos clubes, o da gestão! Aqui devem estar pensados o planeamento, execução e avaliação dos objetivos. Os clubes devem estar organizados para que cada pessoa saiba o seu papel e função e estes devem ocupar as posições com a confiança de quem decide. Estar a mudar todos os anos não é bom e não ajuda aos bons resultados! Assim o treinador deve saber à partida quais os seus objetivos a curto, médio e a longo prazo, o que deve alcançar nessa época e onde se pretende chegar nas próximas.

Em Portalegre talvez existam demasiadas equipas a fazer formação e competição. Esquecendo rivalidades, juntando esforços, a cidade melhoraria, seria mais competitiva e obteria certamente melhores resultados. Os clubes não teriam de desaparecer mas poderíamos ter clubes de formação e outros de competição. É uma ideia…

Com as melhores saudações desportivas,

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 Federações, Associações e Calendarizações

 O desporto em Portugal é regulado e tutelado pelas respetivas Federações das modalidades, que por sua vez delegam competências nas respetivas Associações regionais, numa perspetiva de descentrar e agilizar as respetivas competições. O futebol, penso que todos concordaremos que dentro do tema modalidades, vive numa galáxia à parte! Não raras vezes assistimos a praticantes de variadas modalidades despenderem esforços para as poderem praticar, no futebol qualquer praticante que ache que tem valor quer ganhar dinheiro, ser pago! Consigo facilmente recordar-me de alguns jogadores que estiveram presentes nos plantes das equipas com melhores orçamentos ao longo de várias épocas. Isto aconteceu de forma algo natural e um pouco devido à competitividade e ao facto do futebol ser um desporto de massas. As equipas para ter os melhores jogadores foram pagando cada vez mais a esses jogadores, como forma de aliciamento e de os convencerem, e os jogadores habituaram-se a jogar por dinheiro esquecendo os clubes e os valores que estes defendiam. Quem não conhece o poder do dinheiro que atire a primeira pedra, os jogadores acabaram por se tornar peões nas mãos da classe dirigente que não olhou a meios para atingir fins!

Este descontrolo orçamental acabou por atingir as Associações de Futebol que de uma forma um pouco incompreensível cobra taxas de inscrição absurdas e elevadíssimas para os cofres dos clubes e para as suas reais capacidades. Se a uma elevada taxa corresponder um serviço de excelência tudo bem. Ninguém fica aborrecido quando vai a um restaurante caro e é bem servido! Mas todos reclamamos quando se paga caro por um serviço fraco!

As Associações deveriam ser um meio facilitador, promotor e regulador das competições regionais. Deveria existir uma formação adequada de árbitros, dirigentes, técnicos, praticantes e as competições deveriam ser planeadas e pensadas em função dos praticantes.

Quando analisamos os principais problemas são estes os que mais saltam à vista! É necessário que se formem melhores dirigentes, é necessário que mais jovens queiram ser árbitros, para que os calendários não fiquem completamente dependentes da disponibilidade destes. Este facto é apenas uma constatação. Se observarmos o calendário distrital do futebol sénior do distrito de Portalegre assistimos a um encontro da taça entre as equipas do Alpalhoense e Monfortense numa quinta feira feriado e passadas menos de 48 horas, as mesmíssimas equipas voltam a encontrar-se para o campeonato. Menos de 48 horas? Como é que se planeia isto? O importante é que entre dois encontros, de competições diferentes é certo, não passaram sequer 48 horas. A nível motor e de condição física dos praticantes isto é desrespeitar algumas regras importantes.
Em paralelo, na competição sénior de futsal, o campeonato parou a 10 de dezembro para apenas voltar a competir dia 7 de janeiro. Um mês de paragem! Fisicamente os jogadores sentem-se, os momentos de forma são afetados, os espetáculos são piores, etc…

Porque acontece isto? De quem é a responsabilidade? Os clubes questionam a Associação sobre estes planeamentos? Existe falta de árbitros?

Deixo estas questões no ar para quem de direito refletir e pensar num futebol melhor para o ano de 2012.

Da minha parte gostaria de deixar um forte abraço e o desejo de umas Festas Felizes a todos os leitores do blog, familiares de e… dirigentes, treinadores, praticantes, agentes que fazem parte das mais várias modalidades e que fim de semana após fins de semana entregam o seu tempo e esforço ao desporto neste nosso distrito.
Boas Festas!


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Diminuição da participação dos clubes no desporto amador, porquê?

Temos vindo a observar que de ano para ano os campeonatos distritais das várias modalidades têm tido cada vez menos participantes, é uma realidade no país, mais o é no distrito de Portalegre. Os clubes no distrito de Portalegre vivem essencialmente dos apoios camarários, sendo estes cada vez mais escassos e tardiamente pagos. A realidade indica que as apostas camarárias no desporto são feitas de forma desequilibrada e sem critério, não se baseado num projeto de crescimento e desenvolvimento de modalidades e de praticantes, um pouco à base de folgas no orçamento. E aqui começa o problema! Não havendo um projeto e não sendo o desporto uma das grandes preocupações das Câmaras esse investimento é muito incerto e não dá garantias a quem gere os clubes de contar com x para planear y! Como fruto dessa inconstância temos assistido no nosso distrito a um aparecimento fugaz de clubes que se vêm com grandes recursos financeiros disponíveis e em vez de aproveitar esses recursos para planear, projetar, acautelar o futuro, realizam gritantes más gestões e fazem desaparecer esses recursos em 3/4 anos, se tanto, sem obter resultados desportivos, sem dar continuidade aos mesmos quando os conseguem, sem apostar na formação, sem melhorar infra-estruturas próprias, etc…
O atual momento é de crise e dificilmente as Câmaras podem dar resposta aos clubes mesmo que assim pretendam, então qual a solução? As empresas? Sinceramente também não me parece! O mercado empresarial em Portalegre é curto e está esgotado! As empresas que podem já ajudam os clubes e fazem o seu papel social. Penso que parte da solução passa pelo praticante pagador. Mas que apenas será possível com uma estratégia conjunta dos clubes, porque se num clube se paga e em outro não os praticantes acabarão por escolher aquele que não lhe cobra uma cota! Aqui, todos deverão perceber que é a sua própria sobrevivência que está em causa, e se exemplos forem necessários observem o que se passa com alguns dos clubes históricos do distrito, que deixaram de participar nos campeonatos seniores!
Gostaria, em jeito de conclusão, chamar a atenção para um clube que tem dominado o panorama desportivo no distrito de Portalegre, com bons apoios financeiros por parte da câmara é certo, mas com diversas modalidades e com um largo sucesso desportivo em todas elas. O Elétrico Futebol Clube tem conseguido uma prestação fantástica ao nível do futsal, futebol de 11 e basquetebol, conseguindo disputar campeonatos nacionais durantes vários anos seguidos e numa política de continuidade que apenas é possível com uma gestão rigorosa e realista das verdadeiras possibilidades do clube.
Assim a palavra mais importante é… Gestão!
Gerir um clube é uma tarefa difícil, mas terá obrigatoriamente que obedecer a um plano, com objetivos exequíveis, dependendo de uma monitorização e avaliações dos resultados obtidos e se necessário de redefinição desses objetivos nunca esquecendo o sítio onde estamos, que no caso de Portalegre é sinónimo de dificuldades!
Com as melhores saudações desportivas,