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Olhar discreto...

FUTEBOL

Fim da 3ª Divisão Nacional e suas Repercussões

Como deve ser do conhecimento comum, a Federação Portuguesa de Futebol (F.P.F), decidiu que os quadros competitivos do Futebol Sénior vão sofrer alterações estruturais (nomeadamente a 3ª Divisão Nacional), sendo que a próxima Época Desportiva, 2012 / 2013 será a Época de Transição promovendo profundas alterações no Futebol Português.
Assim, ficou deliberado que:
- A III Divisão vai ser extinta (2013/2014).

- A II Divisão terá novo figurino, denominando-se Campeonato Nacional.


- O Campeonato Nacional será a única prova de seniores masculinos organizada pela FPF.


- A próxima época (2012/2013) deverá ser de transição para o novo modelo da competição.

- Na época de transição (2012/2013) sobem os 2 primeiros classificados de cada série da III Divisão e descem aos Distritais, do 3º ao 12º lugar de cada Série.


- Sobem ainda os 3 melhores 3ºs classificados da III Divisão.


Em 2013 / 2014 o Campeonato Nacional (Ex - 2ª Divisão B), segundo o vice – presidente da FPF (Rui Manhoso), será estruturado da seguinte forma:
«A nossa proposta vai no sentido de criar oito séries de 10 equipas», prosseguiu, indicando que, numa segunda fase, entrarão os dois primeiros de cada série para uma grande fase final com duas séries de oito equipas:
«Os primeiros classificados de cada série disputarão o título de Campeão, enquanto os segundos disputarão o acesso à Liga de Honra.»
Sobre a fase de descida, elucidou que os últimos dois classificados das oito séries descem automaticamente de divisão.
«Dessa forma, descem 16 equipas – os outros quatro, que descerão de divisão, serão encontrados numa competição disputada entre os oito sextos classificados de cada série», acrescentou.
Rui Manhoso defendeu que, tratando-se de uma competição nacional, deve subir para o campeonato um clube de cada região, ou seja, os 18 campeões distritais do continente, o da Madeira e o dos Açores.


Será benéfico subir esta Época – 2011 / 12 à III Divisão?

            Na minha opinião, não é de todo o cenário mais agradável para uma equipa subir de divisão esta época desportiva, diga – se em abono da verdade. Sabemos quais as desvantagens que a III divisão acarreta na próxima época, mas existe no entanto a responsabilidade que um Campeão tem de assumir. Penso que, qualquer campeão distrital deveria fazer um esforço e tentar representar a sua Associação, a sua terra, a sua região no Futebol Nacional, pese embora os custos que isso possa vir a ter (ser campeão distrital também tem os seus custos, direitos e deveres …).
Na AFP ao longo dos anos temos vindo a verificar que a maioria dos clubes campeões distritais (mesmo ao nível da formação e do Futsal), excepção feita ao F.C. Crato e ao Eléctrico FC, têm vindo a abdicar da Subida de divisão (compreendo que na maioria das vezes são razões económicas que se levantam) ….
Mas se fazemos um projecto para ganhar, para ser campeão, porque não subimos? Faz sentido ser campeão, o melhor do meu distrito, com todo o trabalho e sacrifício que isso significa para muitas pessoas, e ficar – me pelo distrital? Na minha opinião não faz sentido, e penso que os dirigentes devem reflectir quando planificam as épocas, se é para o clube ser campeão, que assumam a posterior subida, sob pena de estarmos a enfraquecer a posição da própria AFP na FPF, do próprio clube, bem como o Futebol do nosso distrito.
Penso que, neste ponto a AFP tem uma posição bastante benevolente, pois todo o clube campeão que se recuse subir, poderá participar nas competições distritais na época seguinte (o que considero justo), podendo subir aos nacionais caso seja novamente campeão. Aqui, e em especial esta época, não concordo (pois todos sabemos quais as diferenças entre ser Campeão esta época, ou na que se avizinha).

O novo Modelo, vantagens ou desvantagens?
O novo Modelo, na minha opinião vem beneficiar todos os clubes de pequena/média dimensão nacional que não têm capacidade estrutural e financeira, bem como ambição de irem mais além no Futebol Nacional. Ou seja as equipas ficarão racionalmente mais bem distribuídas pelas Séries (penso eu), diminuindo os gastos nas deslocações. Não acontecendo como a época anterior (2010/2011) em que o Eléctrico FC, que estava na 2ª Divisão Série Centro, jogava com Boavista FC, Coimbrões, Aliados de Lordelo, Padroense, entre outros.
Depois, porque só descerão 2 equipas directamente por série, o que motiva e facilita as aspirações inferiores da maioria das equipas. Os campeões distritais estão mais próximos dos patamares profissionais, o que torna apetecível o surgimento de novos projectos. Pelos factores acima referidos só vejo vantagens.
A desvantagem é mesmo a estrutura da época que se avizinha (2012/2013) na III divisão. Na minha opinião, esta época de transição deveria ter outra estrutura, é uma alteração radical.
Poderia a III divisão manter a mesma estrutura, mas, por exemplo, os 6 primeiros de cada série realizavam uma segunda fase, onde os 4 primeiros subiam de divisão, os 2 últimos desta segunda fase (apuramento de subidas) desciam ao distrital. Ao invés, na primeira fase, os 6 últimos de cada série desciam directamente ao distrital. Assim aumentava o número de subidas, e consequentemente a motivação para participar na III divisão na próxima época.
Todavia teriam de descer directamente 3 ou 4 equipas em 2013/2014 no campeonato Nacional por cada Série. Contudo seria uma transição mais suave e mais motivante, presumo eu.
Contudo esta estrutura iria certamente manter a competitividade e a verdade desportiva até final da competição, assim com a época de transição que se espera haverá equipas com os objectivos gorados a meio, o que poderá originar desistências da competição, deixar de treinar, deixar de pagar aos jogadores ….. factores que contribuem para adulterar a verdade desportiva do campeonato.


E os campeonatos Distritais como vão ficar?

Sem dúvida que os campeonatos distritais vão ficar super competitivos. Como escrevi anteriormente, “os campeões distritais estão mais próximos dos patamares profissionais, o que torna apetecível o surgimento de novos e bons projectos”, tornando os campeonatos distritais, essencialmente na época que se avizinha, bem mais interessantes, intensos e bem mais competitivos que o Campeonato da III Divisão. É um estímulo tremendo para qualquer clube participar numa competição distrital na época que se avizinha, pois com um bom projecto, arriscam – se a estar um patamar abaixo das divisões profissionais no ano seguinte ….

Por outro lado, em 2013/2014, com a extinção da III Divisão, existe menos uma divisão, fazendo com que muitos e bons executantes voltem a espalhar magia por esses distritais fora ….


Qual o risco no final da próxima época da 3.ª divisão não
ficarem equipas do Norte Alentejano nos Nacionais?

            Para que tal aconteça, tem que o Eléctrico FC ficar abaixo do 2º Lugar (e não ser um dos 3 melhores 3os classificados) na sua Série e o Campeão da AFP na próxima época renunciar à subida (o que não prevejo que aconteça, dada a reformulação acima referida).

No entanto é uma possibilidade que devemos encarar, mas a acontecer será meramente temporária. Pois existem clubes no distrito de Portalegre que pela sua grandeza, o seu lugar é nos Campeonatos Nacionais …


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Olhar discreto...

Qual a importância das Taças Nacionais de Futsal para Seniores Femininas, Juniores e Juvenis…?
         Na minha opinião a Taça Nacional de Futsal, independentemente do escalão / género, na forma como estão organizados e estruturados os modelos competitivos distritais é importante para o crescimento de uma equipa.
Vejamos o campeonato de Seniores Feminino de Futsal tutelado pela A.F. Évora, onde participam a Associação SouJovem e o C.D Portalegrense 1925 (clubes do distrito de Portalegre que participam nesta competição).
Neste momento o líder isolado é a equipa do Juventude Sport Clube, que se encontra a 1 ponto de revalidar o título de campeão distrital, fruto do bom trabalhado desenvolvido pelo seu Treinador Luís Papança ao longo das últimas épocas.
Esta equipa já atingiu o golo 1000, 50 vitórias consecutivas e vem melhorando a sua prestação ano após ano na Taça Nacional. Isto acontece porque na minha opinião não há competitividade neste campeonato da A.F.E (e pela qualidade da equipa / treinador do JSC que é ímpar neste campeonato).
Se realmente houvesse uma maior competitividade neste campeonato, provavelmente esta equipa não teria já atingido 50 vitórias consecutivas nem estaria a 1 ponto de revalidar o título esta época, mas certamente seria ainda melhor equipa.
O que quero com isto dizer, não é que o Juventude SC trabalha bem e os outros clubes mal. Pretendo apenas dizer que, neste caso específico a Taça Nacional é importante, pois vem dar à equipa vencedora deste campeonato a competitividade / intensidade que nunca teve ao longo da época. Pois por muito bom que seja o processo de treino é no jogo que se ganha intensidade e competitividade necessárias. Se os nossos adversários não forem competitivos, a equipa vai crescendo na mesma, mas não tanto como poderia (crescimento condicionado).
É neste contexto que penso que a Taça Nacional (seja para Femininos ou formação) é importante, na medida em que se joga com os melhores. Ao jogar com os melhores evolui – se. Mas para estar ao nível dos melhores é necessário “treinar como eles”, mas sobretudo ter as mesmas condições que eles.
E será que o vencedor do Campeonato Distrital Sénior de Futsal Feminino da A.F. Évora tem a mesma competitividade ao longo do campeonato que o vencedor do Campeonato Distrital Sénior de Futsal Feminino da A.F. Lisboa? Não tem, por isso é que a Taça Nacional é importante, pois confere competitividade e uma maior evolução às equipas que infelizmente não têm um campeonato tão competitivo como aquele que desejariam (como é o caso do campeão da A.F. Évora em Futsal Feminino).
Espero que num futuro próximo esta Taça Nacional seja reformulada para um Modelo tipo Campeonato Nacional (semelhante aos quadros do Futebol), quer ao nível feminino, quer ao nível da formação, pois como potência europeia e mundial da modalidade não podemos continuar com estes quadros competitivos quer ao nível Distrital, quer Nacional. Caso contrário, corremos riscos de ser ultrapassados a nível internacional.
Para terminar este tópico, ao que tudo indica a equipa do Juventude SC será novamente o Campeão de Futsal Feminino na A. F. E. Caso confirme o título na próxima jornada em Pavia, desejo que esteja ao melhor nível na Taça Nacional continuando a dignificar o Alentejo (se possível melhorando a performance anterior). 


Qual a importância de formar uma Selecção Distrital para representar Portalegre no Torneio Inter-Associações que vai decorrer em Évora!?
            Penso que a Selecção Distrital peca por tardia, pois sem dúvida será mais um indicador (futuramente se continuar a sua existência) da qualidade da formação ao nível do futsal em todos os distritos, sendo sem dúvida mais um foco de motivação/oportunidade para todos os jovens praticantes da modalidade.
No que à Selecção do Distrito de Portalegre diz respeito, quero começar por dizer que a escolha do Seleccionador foi sem sombra de dúvidas uma boa escolha. Pois para este cargo no nosso distrito só haveria (na minha opinião) 3 pessoas que estariam à altura do acontecimento (incluindo o seleccionador escolhido, Mr. Manuel Grosa).
Na minha opinião a escolha não podia ser a melhor, pois conheço o Mr. Manuel Grosa há muito tempo. Conheço a sua forma de trabalhar e sei que se preocupa com todo o processo de periodização e planificação do treino. É uma pessoa respeitada e com o perfil indicado para o cargo. O seu Curriculum fala por si …. Oxalá tenha sorte nesta sua nova etapa onde será auxiliado (e bem, não tenho dúvidas) pelo Pedro Teles.
Pelo que sei, esta preparação para o Torneio Inter - Associações que decorrerá em Évora não teve muito tempo para ser preparada, por isso não se pode exigir a nível quantitativo grandes resultados. Espero acima de tudo que estes atletas que vão representar a A.F.P aproveitem ao máximo a aprendizagem que lhes será proporcionada por esta equipa técnica (e pela própria competição) e evoluam de forma gradual e qualitativa (tornando – se melhores jogadores/pessoas), para que futuramente lhes possam exigir resultados quantitativos.
Para finalizar importa referir que esta selecção poderá também ter a capacidade de fomentar a continuidade da prática de Futsal de algumas equipas no campeonato distrital, pois apesar de algumas não terem grandes objectivos quantitativos, continuam o seu trajecto formando atletas, como é o caso do Nisa Futsal Clube e A. D. Alter (a seguir da Associação SouJovem é quem “dá” mais atletas a esta selecção, 4 jogadores).
 

Qual a sugestão de caminho a seguir para enraizar a formação de Futsal no Distrito?
Na minha opinião o caminho a seguir para enraizar a formação de Futsal no Distrito depende única e exclusivamente da A.F.P.
Ou seja, este organismo tem de proporcionar condições às equipas nela filiadas, nomeadamente ao nível das taxas de inscrição, taxas de jogos entre outras … bem como promover a reformulação dos quadros competitivos do futebol de formação.
É certo que estamos num meio interior, onde a quantidade de matéria humana não abunda. Mas já que o ano tem 12 meses, e o “período competitivo” da maioria das competições da A.F.P dura 7/8 meses, porque não reformular o ano civil para que em escalões de formação, o mesmo jovem possa praticar ambas as modalidades (futebol e futsal)?
À semelhança do que acontece com o C.D. Portalegrense 1925 Feminino, só que em vez de fazerem 2 jogos por fim de semana, iniciariam uma competição após o términus competitivo da outra (como uma duração competitiva total de 10/11 meses) … é uma hipótese, que implica esforço, capacidade de trabalho e boa fé…


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Olhar discreto...

“ O Treinador e o Futsal/Futebol de Formação”

“O conceito de formação deriva da palavra latina formatĭo. Trata-se da acção e do efeito de formar ou de se formar (dar forma a/constituir algo ou, tratando-se de duas ou mais pessoas ou coisas, compor o todo do qual são partes).
A formação também se refere ao modo como uma pessoa foi criada na sua infância e adolescência, isto é, à educação que recebeu. Exemplo: “Aquela senhora é muito bem formada” (é educada e tem modos elegantes).”
Partindo da definição acima referida pode – se então afirmar que o Futsal de Formação é uma etapa em que os praticantes são educados, instruídos para a prática da modalidade, sendo – lhes conferidos ensinamentos a cada treino que passa (o processo de aprendizagem – formação não termina quando termina o último escalão da formação – juniores).
Podemos dizer que as etapas de Formação são os escalões pelos quais os praticantes têm de passar ao longo da sua formação (para melhor percepção), iniciando nos Escolas, passando pelos Infantis, Iniciados, Juvenis e culminando nos Juniores. Ou seja, ao longo da formação existem 5 etapas na qual o praticante se desenvolve.
Na minha opinião o processo de ensino – aprendizagem (treinador – jogadores) da modalidade deve seguir um Modelo de ensino específico de Futsal. O que é isto de “Modelo de ensino específico de Futsal” ?? A maioria de nós, que passou pela escola primária, não aprendeu a escrever de um dia para o outro. Primeiro começa – se por aprender as vogais depois as consoantes e assim sucessivamente, mas tudo de forma gradual e progressiva. É assim que deve ser também o Modelo de ensino do futsal, um processo aquisitivo, constante e gradual.
Muitos dos leitores estão a questionar - se: “E porque é que esta é uma forma correcta de ensinar a modalidade? “ Pois bem, como nós só conseguimos escrever um ditado após aprendermos as vogais, consoantes e o demais abecedário, também só conseguimos assimilar e executar “ um movimento na paralela no futsal” quando temos por base o princípio específico do ataque denominado Mobilidade, que se caracteriza pela procura do espaço vazio, criando rupturas no equilíbrio da estrutura defensiva adversária, tornando o jogo ofensivo imprevisível. Que cuidados devemos ter quando se “forma” um Modelo de Ensino? Procurar que os conteúdos seja sempre progressivos e evitar a sua repetição em escalões distintos…. Conteúdos apropriados  ao desenvolvimento maturacional do atleta e treinar muito a tomada de decisão (não impor a forma de resolução de um determinado exercícios). Alguns erros do Treinador com que nos podemos deparar na formação são, o planear o treino de jovens como se fosse um treino de seniores e grande ânsia pelo resultado…. Quando se forma, para mais em clubes pequenos, o único objectivo tem de ser a evolução do próprio atleta enquanto jogador e enquanto homem….Era ideal que todos os clubes tivessem estrutura para tornar possível a máxima de formar a ganhar, mas tal não acontece e o treinador tem de ter a capacidade de identificar o mesmo ….

Qual o modelo que devemos implementar nos escalões de formação?
Não se pode dizer que o Modelo “A” ou “B” é o mais adequado (temos de analisar o contexto onde estamos inseridos – condições do clube, infra – estruturas, recursos humanos, etc..), mas há de facto linhas orientadoras que qualquer modelo deve seguir, ou seja, independentemente das condições dos clubes, os conteúdos que cada modelo tem em determinada etapa de formação (escalão) são fundamentais, fazendo com que o importante, os objectivos (qualitativos/aquisitivos) sejam atingidos em cada etapa, para que o atleta esteja apto a assimilar/executar novos conceitos e processos na etapa seguinte. Quem cria o modelo de aprendizagem deve ter em mente vários aspectos, como por exemplo a hierarquização de conteúdos de forma gradual e consistente, tendo como objectivo inicial a transição de um jogo anárquico (sem organização) para um jogo de organização. Para elucidar melhor os leitores segue o seguinte quadro com conteúdos fundamentais de um Modelo de Ensino para a Formação Futsal / Futebol:

PETIZES / TRAQUINAS
BENJAMINS
INFANTIS
- Controlo da Bola
Princípios Específicos do Ataque / Defesa:
- Princípios específicos de Mobilidade (Ataque) e Equilíbrio (Defesa)
- Orientação e Progressão para a Baliza
- Penetração
- Consolidação dos Princípios de Coberturas Ofensivas e Defensivas
- Comunicação
- Contenção
- Concentração Colectiva
- Duelos Individuais
(1 vs 1)
- Cobertura Ofensiva
- Manutenção da posse de bola
- Passe - recepção
- Espaço / Concentração
- Variações do Centro de jogo, através dos apoios feitos pelas Coberturas Ofensivas
- Finalização
- Cobertura Defensiva
- Alternar os jogadores pelas posições dos sectores onde se sentem mais confortáveis a jogar.
- Descentração da Bola (começar a perceber que é um jogo de equipa e que os jogadores não podem estar todos perto da bola)
- Os princípios específicos de Mobilidade (Ataque) e Equilíbrio (Defesa) podem ter mais incidência no escalão seguinte.
- Noções básicas de largura e profundidade e gestão do risco no 1 vs1
- Alternar os jogadores pelas posições.
- Criação e execução de esquemas tácticos (bolas paradas):
- Livres, Cantos, Reposições de bola e bola de saída. (Mais no âmbito da organização estrutural do que funcional)


Pode – se então definir que os conteúdos programáticos de um Modelo para o Ensino do Futsal / Futebol no escalão de PETIZES / TRAQUINAS se caracterizam, por serem conteúdos de âmbito INDIVIDUAL. No escalão seguinte (Benjamins) podemos caracterizar os Conteúdos como MICRO – TÁCTICOS, pois é feita a introdução aos princípios específicos do jogo. Em Infantis os conteúdos predominantes são MACRO – TÁCTICOS, pois há a execução dos restantes princípios conferindo consistência aos já trabalhados anteriormente. Importa referir que a TOMADA DE DECISÃO num determinado exercício (ou jogo) não deve ser imposta pelo treinador aos atletas, pois “Promover a tomada de decisão nas acções de jogo leva a um aumento da quantidade/qualidade de recursos nos nossos jogadores.” (Prof. Hugo Folgado – Universidade de Évora).
O treino da tomada de decisão baseia – se na construção de exercícios abertos em que os jogadores participam activamente na sua aprendizagem, ou seja, não se deve conceber exercícios cuja resolução dos mesmos passa só por uma possibilidade.
Para completar o quadro acima, falta falar nos escalões de Iniciados, Juvenis e Juniores. É nestes escalões que devemos começar a implementar noções mais profundas dos quatro momentos do jogo (e fases de jogo; I,II,II), Organização Defensiva, Organização Ofensiva, Transição Ataque - Defesa e Transição Defesa – Ataque (se bem que há quem defenda que não existe momentos de Transição, argumentando que uma equipa quando ganha/perde a bola entra em Método de Jogo Ofensivo/Defensivo directamente, o que eu não concordo, mas isto é conversa para outras núpcias).

Por último….
Um erro muito frequente e visível nos treinadores de escalões de formação passa pela realização de treinos iguais aos dos seniores, ou igual a um determinado treino realizado pela equipa A, B ou C. A unidade de treino é preparada especificamente para os jogadores que treino (consoante os seus estados maturacionais, idade etc..), não é uma receita que serve para todos, para não dizer que cada equipa para treinar em especificidade deve realizar exercícios que promovam o modelo de jogo criados pelos treinadores para as suas equipas. Logo, se o Modelo de Jogo é preparado segundo as características táctico – técnicas de uma determinada equipa, faz sentido eu fazer um treino para “Iniciados” (por exemplo) igual ao treino do plantel sénior do S.L. Benfica? È óbvio que não, os jogadores são diferentes, o modelo de jogo é diferente, as cargas, densidade, intensidade de treino e objectivos são diferentes, é tudo diferente. Então à que parar, e pensar que a unidade de treino e a sua concepção são específicos da equipa que treino, do modelo de jogo que criei etc …

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Olhar discreto...

ELÉCTRICO F.C - Futsal


Como é do domínio de alguns dos leitores, o EFC foi, através do Mister/Amigo Francisco Aragonez, o 1º clube que representei no Futsal, como Treinador Adjunto, época 2008/2009 (1ª época do clube na 3ª Divisão Nacional Série C e consequente 1ª manutenção).


Os níveis competitivos que exigem os Campeonatos Nacionais (Futsal).
Como será de prever as exigências de um Campeonato Nacional não são minimamente aquelas que exige um Campeonato Distrital, pelo menos no nosso distrito. Passo a explicar, o campeão distrital da Associação de Futebol de Lisboa para sê – lo, submete – se a um grau de exigência muito mais próximo do grau de um Campeonato Nacional, comparativamente à exigência requerida a um campeão distrital da A.F. Portalegre, A.F. Évora ou da A. F. Castelo Branco. Mas porquê? Porque é que é mais exigente ganhar o distrital de Lisboa ou de Leiria, do que ganhar o distrital de Portalegre ou Évora? É porque essas zonas estão geograficamente melhor situadas (maior densidade populacional) em relação às que comparamos? Também, mas não explica tudo … Lá existem mais e melhores jogadores? É um facto….mas, na minha óptica o que faz com que os clubes pertencentes a tais zonas (e Associações) tenham uma exigência mais próxima do que é necessário para responder positivamente a um campeonato nacional é a competitividade que essas mesmas Associações têm nos seus campeonatos, sendo algo exigentes, “próximos” do que se encontra num campeonato nacional. E como é que se consegue ter um campeonato mais competitivo? Na minha perspectiva é uma conjugação de factores, factores esses dependentes das Associações de futebol…….. E quais são os factores? Começo por frisar o valor que é cobrado pelas Associações por cada atleta inscrito…. Podemos constatar que a A.F.P não é das mais “baratas”, o que leva a uma retracção na inscrição de potenciais novas equipas, diminuindo assim o número de equipas (um factor que pode desencadear o diminuir da competitividade) …. Depois, a falta de cursos de formação (até se pode alegar que há pouca procura, mas só se sabe se há procura se existir oferta) a nível de dirigentes (já não falo na oferta de formação ao nível de treinadores) …. Como é óbvio, se existir uma instrução “avançada”, que permita alargar horizontes, formas de actuar, intervir, percepção do próprio jogo (e suas necessidades) e funcionamento de um clube em cada “momento” da época para os dirigentes do nosso distrito, os próprios clubes viriam a beneficiar, pois estariam mais e melhor estruturados / organizados, aumentando assim a sua eficiência, conferindo posteriormente maior qualidade ao trabalho desenvolvido por jogadores e treinadores. Ou seja, no fundo o que é necessário para aumentar a competitividade (excelente a abertura de escalões de formação) no nosso distrito é re - definir estratégias (AFP), sendo nós, agentes desportivos (Dirigentes, Treinadores e jogadores) mais exigentes connosco próprios (hoje cada vez mais um patrão exige mais aos seus colaboradores e o desporto, futsal, não foge à regra) porque independentemente do nível em que estejamos temos de ser Profissionais dentro do Amadorismo. Só assim se consegue aproximar do nível superior…. “Antes de exigir dos outros temos de exigir de nós!”

A Formação e sua importância (vão ter Iniciados e Juvenis).
Na minha opinião este tópico é muito importante para o desenvolvimento da modalidade no nosso distrito e da própria secção de Futsal do EFC, peca por tardia.
O EFC por via das manutenções consecutivas na 3ª Divisão, foi quase “obrigado” a iniciar a formação, e ainda bem. Defendo que a formação (para mais nesta modalidade) é um processo aquisitivo, constante e gradual. Julgo que para suportar esta formação é necessário um Modelo de Ensino da prática onde nos primeiros anos (escolas/Benjamins) se ensine gestos técnicos, promovendo o Desenvolvimento motor das crianças. No escalão seguinte (Infantis), defendo que se deve implementar os Princípios Gerais (Recusar Inferioridade, Evitar Igualdade e Procurar Superioridade), conferindo já alguma Organização estrutural (ocupação de espaços / posicionamento).
Posteriormente, em Iniciados os jogadores deverão contactar com os Princípios de jogo específicos, tanto Defensivos como Ofensivos e assim sucessivamente (passando pelo trabalho dos princípios dos sub – princípios, trabalho dos momentos do jogo, etc…) até chegarem a Juniores, onde aí os jovens atingem o seu desiderato, estando posteriormente alguns dos jogadores formados em condições favoráveis de incorporar com sucesso uma equipa com responsabilidades num Campeonato Nacional. Além disto, importa referir que um jogador formado sai mais barato que um jogador de “fora”, e as equipas seniores necessitam de renovação…..

Leitura para o facto de no 1.º ano de Nacional ter-se lutado para não descer e  depois mais 3 anos sempre a melhorar na classificação... será a subida de divisão uma miragem?
Bem, na minha opinião esse ano foi a base para os restantes anos … Foi a equipa com mais entreajuda que vi, pois são, na verdadeira acepção da palavra, UMA EQUIPA DE AMIGOS. Olhando agora assim de forma rápida para o plantel, verifico que alguns dos jogadores já tinham mantido na 3ª Divisão, na extinta equipa da Aldeia Velha, que era comandada pelo “pai” do FUTSAL do norte Alentejo, Emanuel Baleizão, sem demérito para o que fizeram José Alberto Rosa (Nisa Futsal) e mais recentemente Manuel Grosa no nosso distrito. Não posso deixar de referir que aliado às qualidades humanas e táctico – técnicas dos jogadores houve um factor muito importante, a capacidade de liderança de um treinador chamado Francisco Aragonez, que como Treinador – Jogador mantém o EFC na terceira divisão ano após ano… São neste momento o expoente máximo do Futsal no nosso distrito, tanto o Francisco como o EFC, mas acho que devem manter os pés bem assentes no chão….. o subir de divisão implica várias alterações, e o clube poderá não estar preparado para tal, correndo-se o risco de desmoronar tudo …. Acho que a equipa tem qualidade para fazer um campeonato tranquilo, sem sobressaltos, mas não está dependente só dela para lutar pela subida ….

Perspectiva e importância de participar na Taça de Portugal. Vencer e esperar jogar com um grande?
Penso que a mentalidade se mantém desde que saí, há o orgulho e vontade de levar o nome de Ponte de Sôr mais além no panorama nacional (uma vontade enorme de elevar o nome do EFC). Não há a pressão de ter de passar a eliminatória, mas há vontade de chegar o mais longe possível, tentando encontrar uma equipa grande posteriormente. Pessoalmente acho que era o justo prémio para estes homens, que fizeram muito, mas mesmo muito pelo futsal do nosso distrito…. Muitos talvez não tenham noção da real qualidade destes atletas, mas apraz referir que salvo erro à dois anos alguns destes atletas do EFC venceram a maratona de Portalegre pelo Pontessorense F.C, contra jogadores como, João Matos, Djô, Diogo Santos (campeões nacionais), Bruno Cardoso, entre outros …
No que respeita ao jogo de sábado contra a ARCD Mendiga penso que o EFC é favorito, não só pela qualidade táctico - técnica, mas pela sua capacidade de superação ….

Boa sorte, e que a época corra consoante o Xico planeou. Espero que atinjam os objectivos a que se propõem!
Alma Eléctrico!


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